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Política Eleições 2022

Sil MENK - Trabalhando por um Brasil melhor

Silvana Menk é candidata a deputada federal pelo PTB

12/09/2022 às 19h51 Atualizada em 12/09/2022 às 21h17
Por: Fernando Jesus
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Sil Menk: trabalhar por um país melhor, ajudar o maior número de pessoas a viver dignamente / Arquivo Pessoal
Sil Menk: trabalhar por um país melhor, ajudar o maior número de pessoas a viver dignamente / Arquivo Pessoal

Silvana Menk Pinto, a Sil Menk, 55 anos, mulher, mãe, quase avó “com um netinho no forninho”, como diz. Natural da cidade de São Paulo, mas foi criada em Osasco e interior. Atuou como consultora administrativa por mais de 30 anos, sendo 12 em sua própria empresa. A típica mulher guerreira brasileira: criou o filho sozinha (somente com ajuda da mãe e da irmã). Hoje o menino cresceu e lhe dará um netinho. Por ser mãe solteira e bastante engajada em lutas sociais, entende as necessidades da nossa sociedade e tem como missão de vida trabalhar em prol de um Brasil melhor.

 

A maioria das famílias com pessoas com necessidades especiais (autistas, downs, problemas visuais ou auditivos) ou idosos, por exemplo, precisam de apoio para cuidar de seus entes queridos. Tais famílias não podem cuidar de seus parentes por 24h. Pessoas passam mais de 10 horas fora de casa (horas de trabalho e deslocamento) e ficam impossibilitadas de dar o apoio necessário. Exemplificando: uma criança que vai para uma APAE ou algum tipo de escolinha normalmente fica por meio período, nas horas seguintes uma pessoa da família precisa ter disponibilidade para ficar com ela. O detalhe é que a maioria das crianças e adultos autistas “não aceitam” outra pessoa. “É complicado. Sei disso. Tenho amigos que têm filhos autistas. Conheço as crianças desde que nasceram e, se eu passo de 2 a 3 meses sem ir à casa delas, as crianças já me olham de longe e demoram para chegar perto. Então para colocar uma pessoa de fora dentro de casa tem um custo”, exemplifica Sil Menk. 

 

Normalmente  a mulher da família abdica da sua vida profissional: larga emprego, larga tudo e fica cuidando dessa criança, desse jovem, desse adulto, desse idoso. Ela não tem remuneração. No caso de idoso, ou dependendo de algumas situações, mesmo de criança, tem aposentadoria por invalidez ou a aposentadoria do idoso. Então isso ajuda a manter. Sabemos que é pouco, um salário mínimo. A maioria das famílias é de uma condição não tão boa. Então essa mulher fica em casa mas tem o salário mínimo do idoso, dessa criança que ajuda nas despesas da casa. Aí vem a parte ruim: esse idoso vai falecer, uma hora ou outra, óbvio, todo mundo vai; e essa mulher, além de lidar com o luto, terá um problema de recolocação no mercado de trabalho porque está defasada. Não tem mais dinheiro, não tem como estudar, e muitas vezes aceita trabalhos que ganha bem menos, um trabalho para o qual não está preparada. É uma situação muito ruim. Então a gente precisa de um apoio a essas mulheres, a essas pessoas que cuidam de outras pessoas. Que seja um curso, uma forma mais rápida de recolocação no mercado de trabalho. Pode ser um seguro-desemprego por tantos meses, fazer um cadastro dessas mulheres que cuidam desses idosos, dessas pessoas. Eu sei que existe a profissão cuidador - a profissão está respaldada - eu falo das pessoas que não tem esse respaldo. Acho importante a gente tentar fazer alguma coisa por eles.

 

As pessoas com mobilidade reduzida têm difícil acesso aos bancos: existem caixas eletrônicos padronizados para cadeirantes dentro das agências bancárias, mas não fora. Existe piso tátil direcional (aqueles para deficientes visuais) nos centros e metrôs de algumas cidades. Todavia, eles se restringem ao centros. “O povo pensa em mobilidade, mas faz muito pouco. Quem está pensando na mobilidade é uma pessoa como eu - que não tem nenhum tipo de deficiência para se mover para qualquer lugar. Temos que pensar como eles. Precisamos parar, sentar e pensar,conversar com eles. Mesmo que eu tente pensar como eles, eu não tenho ideia da total complicação que deve ser estar numa cadeira de rodas. Por exemplo, tem gente que não pede ajuda. Eu numa cadeira de rodas iria me sentir muito mal. Além de estar me sentindo muito mal, pedir ajuda para outra pessoa seria muito complicado para mim. É uma coisa que acho que podemos estudar e fazer algo melhor”, diz Sil Menk.

 

Menk sempre foi bastante engajada em lutas sociais. Relata que “não adianta eu hoje querer sozinha, ou com ajuda das pessoas com quem faço serviço social, querer arrumar alguma coisa e ajudar pessoas lá da margem do ribeirão não sei das quantas, que fica muito longe, ou no sertão. Não temos condições de chegar até lá, mas temos condições de ajudar algumas pessoas que estão na cidade, quem tem alguma dificuldade momentânea ou já foi gerada por muito tempo de complicação. Sempre estamos atrás de roupa, cesta básica, leite, uma ajuda para ir ao médico, ajuda de prótese, cadeira de rodas… Eu sei que há condições da mulher criar seu filho com muita dignidade e fazer dele uma pessoa decente, eu sei, eu sou a prova disso. Só que para isso ela precisa de apoio (como eu tive da minha mãe e da minha irmã). Creches liberam crianças às 16h da tarde. Que mãe trabalha até 16h? A não ser que seja num shopping, no período da manhã. E ainda no shopping entra o problema do final de semana: quem fica com essa criança no final de semana? Então, de toda forma, mesmo a criança estando em uma creche a mãe precisa pagar para alguém ficar com ela. É uma coisa no mínimo estranha. Você quer ajudar mas ajuda pela metade. São coisas que precisam ser revistas também”.

 

A missão de vida de Sil Menk é trabalhar por um país melhor, ajudar o maior número de pessoas a viver dignamente num país onde o combate à corrupção, a geração de emprego e o combate à desigualdade sejam feitos com eficiência. No Congresso Nacional pretende trabalhar em prol das minorias, principalmente das pessoas que deixam seus empregos porque têm de cuidar de um idoso ou de uma pessoa com necessidades especiais em casa. Algumas das pessoas contam somente com a aposentadoria do idoso que está sendo cuidado. Sil Menk é candidata a deputada federal pelo PTB - nº 1430.

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Fernando Jesus
Fernando Jesus
Sobre Jornalista por vocação, músico por paixão, apaixonado por culturas, devorador de livros, encantado pela grandiosidade do universo
Osasco - SP Atualizado às 19h47 - Fonte: ClimaTempo
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