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Justiça Caso Henry Borel

Monique Medeiros, a mãe do menino Henry Borel, retorna à prisão

Para os desembargadores da 7ª Câmara Criminal, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, não ficou comprovado que a mãe do menino recebeu ameaças na cadeia.

29/06/2022 às 18h07 Atualizada em 29/06/2022 às 18h29
Por: Cristian Carlos Fonte: G1/ CNN Brasil
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Reprodução
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Monique Medeiros, a mãe do menino Henry Borel (4 anos), assassinado em março de 2021, se apresentou ao 16ª DP (Barra da Tijuca) na noite de terça-feira (28), para voltar a cadeia, conforme determinado pela Justiça. O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, determinou que ela voltasse para a prisão.

Ela ficará presa no Instituto Penal Santo Expedito, no Complexo de Gericinó, em Bangu, na Zona Oeste do Rio. A decisão judicial estabelecia que ela fosse levada para o Batalhão Especial Prisional, mas nova determinação reconhece limitações da unidade e apontou o Santo Expedito como destino de Monique.

Monique estava em prisão domiciliar desde o início de abril deste ano. O desembargador acatou um recurso do Ministéiro Público (MP) contra uma decisão da 2ª Vara Criminal do Rio que permitiu que ela fosse solta, usando tornozeleira eletrônica.

Monique e padrasto de Henry, o ex-vereador Dr. Jairinho, são réus pela morte da criança. De acordo com a investigação policial, Jairinho torturou o menino, e a mãe sabia.

O pai de Henry, Leniel Borel, comemorou a volta de Monique para a prisão:

"O sentimento é de justiça sendo feita. Respeitamos a decisão [anterior, que concedeu a prisão domiciliar], mas não concordamos. Graças a Deus temos o Ministério Público, o promotor Fábio Vieira... A decisão foi por unanimidade e não tinha nada de novo."

"Os desembargadores dizem que foi uma decisão [da primeira instância] híbrida e confusa, unidirecional. A Justiça não estava sendo feita. E não estou falando só do Leniel como pai, mas como cidadão. Eu luto todo dia por justiça pelo meu filho, para que a verdade apareça... Um ano e 4 meses... Talvez aqueles dois nunca falem", acrescentou.

Recurso fala em 'envolvimento' em redes sociais após soltura

Na decisão anterior, a juíza Elizabeth Machado Louro manifestou preocupação com ameaças sofridas por Monique dentro da cadeia e disse que a manutenção da prisão "não favorece a garantia da ordem pública". A juíza ainda escreveu que a acusação não imputa utilização de "violência extremada" por Monique e que "não há nos autos nenhuma indicação de que a requerente tenha visto sequer ‘qualquer’ dos atos violentos".

 

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A decisão da juíza, entretanto, contrariou a recomendação do Ministério Público, que recorreu. Os promotores enviaram prints que comprovariam que Monique teve "envolvimento" com redes sociais depois da soltura. Também afirmaram que não há embasamento legal ou fático para se permitir a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar.

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Cristian Carlos
Cristian Carlos
Sobre Cristian Carlos é graduando em Jornalismo, pela Universidade Cruzeiro do Sul, e graduando em Tecnologia em Filmmaker, pelo Centro Universitário Joaquim Nabuco. Ambos em fase de finalização. É Mineiro, do Sul de Minas Gerais, onde teve sua primeira experiência jornalística no Jornal O Encontro, na cidade de Cambuquira. Entretanto, desde 1994, reside no estado do Rio de Janeiro.
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