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Familia osasquense suspeita de eutanasia da matriarca internada no hospital Antonio Giglio

Sob as ordens da médica responsável pelo caso, uma injeção não identificada, foi aplicada na idosa que veio a óbito.

30/08/2021 às 09h31
Por: Diego Giliotti
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Familia osasquense suspeita de eutanasia da matriarca internada no hospital Antonio Giglio

Em denúncia exclusiva ao Portal Oeste 360°, familiares afirmam que morte da matriarca internada no Hospital Antônio Giglio, pode ter sido acelerada em decorrência de uma injeção aplicada por uma enfermeira, a pedido da médica responsável pelo acompanhamento da paciente.

Em outubro de 2020, Augusta Roseira da Silva (82) notou o desenvolvimento de caroços no tórax, a suspeita a aquela altura, após passar por uma consulta médica, era de câncer de pele. No dia 25/01/2021, Dna Augusta foi submetida a uma biópsia no Hospital Antonio Giglio em Osasco. 

O procedimento confirmou o diagnóstico de câncer de pele. Entre a cirurgia e o pós cirúrgico, a paciente foi proibida de ter acompanhante, mesmo havendo uma lei que garante este direito a pessoas idosas, independente de outras razões, mesmo em detrimento da pandemia, ao paciente não pode ser negado a presença de acompanhante hospitalar, conforme o estatuto do idoso (Lei 10.741/2003), em seu Art. 16 determine que o idoso internado ou em observação tem direito a acompanhante, no parágrafo único o mesmo estatuto define que caberá ao profissional de saúde conceder autorização para o acompanhamento do idoso e na impossibilidade deverá ser justificado por escrito.

Art. 16. Ao idoso internado ou em observação é assegurado o direito a acompanhante, devendo o órgão de saúde proporcionar as condições adequadas para a sua permanência em tempo integral, segundo o critério médico.

Parágrafo único. Caberá ao profissional de saúde responsável pelo tratamento conceder autorização para o acompanhamento do idoso ou, no caso de impossibilidade, justificá-la por escrito.

No dia 26/01 ao chegar para a visita, uma das filhas da Dna Augusta foi surpreendida pela notícia de que a paciente havia caído da maca, batido a cabeça e quebrado um dos braços. A paciente acamada foi negada a presença de acompanhante, em vista da falta do mesmo, o hospital é inteiramente responsável pelo que acontece com os internados na unidade, e qualquer trauma causado pode ser punido via processual. 

Após esse episódio, a idosa teve alta médica, já em casa, após algumas semanas ocorreu o surgimento de mais dois nódulos na região do pescoço, Dna Augusta foi submetida a mais uma cirurgia de remoção, também no hospital Antonio Giglio. Era 26/05 quando a médica Dra Juliana Ribeiro, em tom nada humanizado, segundo familiares, informou ao lado da paciente consciente que o câncer havia se espalhado e não havia mais o que fazer, somente a manutenção do tratamento paliativo á partir daquele momento.

Segundo informou Marcela Roseira, neta da matriarca, desse dia em diante, a sua avó ficou inconsciente e não mais acordou.

Dia 29/05, sem prestar nenhum esclarecimento a minha familia, a Dra Juliana pediu a suspensão da alimentação da minha avó, e solicitou a aplicação de uma injeção, que foi dada pela enfermeira na parte da tarde, que mesmo a gente perguntando, não falou para qual finalidade seria aquele medicamento, e nem anotou no prontuário. Nesse mesmo dia, minha avó veio a óbito por volta das 20:30h, minha irmã que estava de acompanhante, quando o Dr Keilon, foi até o quarto constatar o óbito, chorava desesperada, questionou o motivo por não estarem alimentado a minha avó durante o dia todo, o Dr então disse a ela em tom alto e com tamanha brutalidade, para ficar quieta, que nem da minha avó ela gostava, que ela estava ali somente para fazer “barraco”. Disse sem a menor empatia, talvez, por não ter sido a morte de um ente querido dele.

A família solicitou junto ao IML o pedido de autópsia, devido a desconfiança da injeção aplicada horas antes, sem nem mesmo ter sido anotada no prontuário médico.

No IML, fizeram o boletim de ocorrência como morte natural, mesmo depois do relato, e não fizeram a autópsia, que seria um direito nosso. Tivemos os piores dias das nossas vidas, um trauma que jamais iremos superar, e um tamanho descaso e desrespeito em um momento tão delicado que é a perda de um ente muito querido.

A família segue em busca de justiça e acesso as reais informações negadas tanto pela médica responsável pela aplicação da injeção não identificada e uma possível relação amistosa e cumplice do Instituto Médico Legal de Osasco.

Conforme a legislação brasileira, se a doença ou mal que acomete o paciente for curável, o ato de abreviar sua vida não será considerado como eutanásia, mas como homicídio, conforme descrito no artigo 121 do decreto lei 2838/40 do Código Penal. Sendo assim, não há a eutanásia em si não está prevista na legislação brasileira.

Até o fechamento desta matéria, a Secretaria de Saúde do munícipio de Osasco não fez nenhum pronunciamento sobre o caso.

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